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O renascimento do Playcenter
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- Categoria pai: Artigos
- Categoria: CBMR
- Publicado em Sábado, 09 Fevereiro 2008 14:38
- Escrito por Caio Kowaleska
Ao retomar a administração do Playcenter em 2003, o empresário Marcelo Gutglas tinha um grande desafio: salvar o famoso parque paulistano. Após o parque passar por uma ótima fase de investimentos em 1998, o Playcenter iniciava uma grande crise, provocada pela construção do até então "Playcenter Great Adventure". Depois de muitos problemas, o novo parque acabou sendo chamado de "Hopi Hari" e se desvinculou do Grupo Playcenter.
A atenção que o Playcenter recebia pela sociedade foi se dispersando e os olhos da população se voltaram para o Hopi Hari, na época, um novo parque... Um parque de primeiro mundo... Tudo muito impecável e novinho! Já a situação do Playcenter era a oposta: falta de investimentos comprovavam a "decadência" do parque. Eram constantes os comentários do tipo "O Playcenter vai falir!". As pessoas que visitavam o parque se deparavam com muitas atrações fechadas para manutenção, algumas com a pintura bastante ultrapassada e pichações.
A saída? Baixar o preço do passaporte. Com isso, o nível das pessoas que visitavam o Playcenter caiu muito, assustando as poucas famílias que ainda visitavam o parque e que acabaram encontrando no Hopi Hari uma ótima opção de lazer.
Se a situação continuasse assim, o jeito seria fechar as portas, porém o empresário Marcelo Gutglas, que recomprou o Playcenter em 2003, tinha um grande desafio pela frente: recuperar o parque e também sua imagem.
A partir daí, começava o "Projeto de Reestruturação do Playcenter". Foram feitos vários estudos para definir os novos rumos que a empresa iria seguir. O parque pretendia voltar a ser um local para a família inteira e não um parque apenas para jovens, como na gestão anterior, já que a família é o público que mais gera receita para o parque atualmente.
Logo no final de 2004, todo o terreno próximo à entrada do parque foi cercado por tapumes e ali começava a construção de uma nova área infantil, mais atraente e moderna, com algumas novas atrações voltadas para as crianças que, há alguns anos atrás, não tinham muitas opções de brinquedos.
Já em 2005, começava a mais polêmica das ações: o parque precisava cortar gastos, certo? Então, a direção do Playcenter resolveu devolver parte do seu terreno (alugado), onde ficavam algumas atrações como: Turbo Drop, Casa Maluca, Roda Panorâmica, Auto Pista, PlayLand, Tele Combate etc. Juntamente com essa época, veio a noticia de que o parque também teria que devolver um terreno que pertencia à prefeitura de São Paulo (entre o Castelo dos Horrores e a Montanha Encantada - Rua Colonial), então, o Playcenter teria que ser cortado ao meio.
Para tudo isso ser feito, o Playcenter contratou uma empresa para fazer o projeto de redistribuição das atrações no parque, de modo que o terreno fosse reduzido, mas sem diminuir o número de atrações. Com o projeto feito, começava a parte mais difícil: desativar, demolir e reposicionar as atrações.
Em meio a tantas modificações, o que era umas das atrações mais queridas e famosas do parque, a Montanha Encantada, foi desativada, e a Casa Maluca demolida, além da cena do Turbo Drop sendo desmontado... Muitos pensavam: "Será o fim do Playcenter?"
A maioria das atrações foi recolocada no parque: o Turbo Drop foi montado onde existia um espaço para funcionários atrás da curva do Waimea. A atração ganhou uma nova cor (laranja), para chamar mais atenção. No topo da torre, foi atualizado o logotipo do parque, mostrando que a partir dali, começava uma nova época... Começava "O novo Playcenter do Playcenter"!
E era com essa frase que diversas placas espalhadas pelo parque diziam: "Em breve, um parque ainda melhor para você! Em breve, o novo Playcenter do Playcenter!" Ninguém entedia nada! O parque sendo cortado ao meio, atrações desativadas e várias placas assim espalhadas? Seria o fim? Ou o recomeço?
Logo após o parque já ter desativado completamente os terrenos que não iriam mais fazer parte da empresa, começava mais uma ação: reorganizar e melhorar sua estrutura. Na época, foi construída uma mega Praça de Alimentação, com capacidade para mais de 1000 pessoas. O Playcenter também ganhou uma nova área de shows e eventos, além de reformar todos seus sanitários. Também na mesma época, algumas atrações do parque foram reformadas e ganharam uma nova pintura. Novas filas foram instaladas, inclusive novos jardins. A portaria do parque foi modernizada com catracas eletrônicas. O local mais parecia um canteiro de obras! O Playcenter ganhou uma nova comunicação visual.
Em junho deste mesmo ano, começou a montagem da Windstorm, nova montanha-russa do parque, sendo a primeira nova atração do "Novo Playcenter". Já em agosto, começava mais uma edição de um dos maiores eventos temáticos do mundo: as "Noites do Terror", que apresentaram a edição "O Vale do Medo" - primeira edição do evento após a redução do terreno. As "Noites do Terror" foram um sucesso, e as pessoas começavam a perceber que o parque não estava falindo e sim renascendo.
Em 2006, com o parque completamente "arrumado", começava mais um ponto importante do processo de reestruturação: cuidar do visual do parque, e para isso, foram plantadas mais de 500 árvores por todo o seu terreno. Uma das vontades do empresário Marcelo Gutglas era fazer do Playcenter um grande bosque, repleto de árvores, atrações e tudo em um ambiente bastante agradável. Muitos jardins foram feitos no parque, além de praças com um belo paisagismo. Algumas atrações foram reformadas, uma delas o Double Shock, que ganhou novas cores e ficou ainda mais bonito.
Já em maio, começava o ponto crucial do projeto: fazer com que as pessoas pensassem no Playcenter de uma outra forma... Descobrisse o "Novo Playcenter", voltado para a família, e que estava totalmente reformado e com novidades a caminho. Para isso, foi lançada a campanha "Playcenter Uuuaauuu!!" Junto com a campanha, vieram grandes outdoors nas principais vias de São Paulo.
Já nas emissoras de rádio, era criado o "Uuuaauumetro", onde no comercial, um cientista testava a intensidade do "uuuaau" das pessoas: "Entrar no Orkut,? Uuaauu! Visitar o Playcenter? Uuuuuaaaaaaaauuuuuuuuu!!!" O comercial ficou muito famoso e desde o primeiro, foram lançados vários outros... Já na Internet, o Playcenter ganhava um novo portal. Começou a reforma do site do parque, que voltou totalmente moderno, com muitas fotos das atrações, espaço para download de papéis de parede e "Uuuaauupeapers", fotolog, mapa, roteiros, entre outras coisas.
Em agosto, começava a 19º edição das "Noites do Terror", e desta vez, com o tema "O Final dos Tempos". O Playcenter mostrava uma das suas melhores edições, com 3 grandes labirintos feitos pela Indiana Mystery e mais 10 atrações de terror, entre cenários, passagens e tematizações. Foram mais de 120 atores e o evento chegou a bater recorde de visitas. Mais de 500 mil pessoas em 54 dias de evento, e para diminuir as filas, o parque trouxe um Crazy Dance temporário, que permaneceu cerca de 3 messes por lá. O parque fechava 2006 com recorde de público e também de faturamento.
Em 2007, o Playcenter ainda continuava com as reformas de algumas atrações como: Autopista, Splash (reforma mecânica), Magic Motion (novo filme), Looping Star (novo carrinho) etc.
O Playcenter também levou adiante a idéia de transformar o parque em um verdadeiro bosque, e junto com a fundação S.O.S Mata Atlântica, ganhou o selo "Em dia com o Planeta. Carbono neutro!". Pela grande quantidade de árvores plantadas, o parque neutralizou a emissão de carbono gerada por ele mesmo, e também aproveitou para abrir uma nova atração: o espaço "Florestas do Futuro", onde os visitantes podem ver painéis falando sobre a preservação ambiental, conferir algumas árvores em extinção e aprender a plantar árvores.
Já em abril, começava o DiverCidade, evento que reuniu diversas atrações e shows. Em junho, chegou ao parque o Tagadisco, que foi muito pedido pelos "PlayManíacos" em parceria com a comunidade do Playcenter no Orkut. O parque estava reformando a atração, que só chegou a operar no início das Noites Do Terror (20ª edição) e juntamente com o evento, circulava um mistério: "Direto da África, a Nova Atração do Playcenter!" Tratava-se do Mistério da Monga, atração projetada pela Indiana Mystery desde o início do ano. Novembro chegou e a atração abriu com sucesso de critica e público. A Monga ganhou um forte marketing e foram divulgados 3 comerciais sobre ela na TV. Sem dúvida, um grande sucesso!
O projeto de reestruturação já tem, aproximadamente, 4 anos. O parque realmente mudou muito! A sociedade mudou o seu conceito sobre o local, e hoje em dia, o Playcenter é o maior parque do Brasil em número de visitantes! Isso mesmo!
Já agora no início de 2008, o parque anuncia seu fechamento para reformas, e com isso, surgem muitos boatos sobre possíveis novas atrações. Será mesmo? Tratando-se do Playcenter e de seu proprietário, tudo pode acontecer...
Escrito por: Caio Kowaleska
Revisão e Edição: Marcio Marques
Fotos: Danilo Dj Ponto, Filipe Defácio, Marcio Marques, Playcenter (Arquivo)
